terça-feira, 4 de agosto de 2015

Cianita

Eu deitei na areia,

Eu dormi no céu.

Nessa praia tem cantares,
Nessa praia tem calor,
Nessa areia tem amores,
Aonde quer que eu for.

Eu dormi n'areia
Acordei no céu,
Só quero saber onde foi minha sereia.

Eu beijei a Lua
E dormi com o Sol,
Quando eu acordo eu só penso em ser tua.

Eu beijei o Sol
E acordei na Lua,
Quando a noite chega eu só quero ser tua.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Presente

Hoje eu acordei pensando,
Na dúvida,
se daria amor ou o mundo ou o silêncio de quem já falou demais.

Na efêmera vida,
quis te dar presentes,
Não embrulhos ou regalos.

Decidi te dar momentos presentes.

Quero te dar momentos reais,
No mistério da vida, só temos o presente,
E é ele que decidi te dar.

Quem eu sou hoje,
agora,
o sentimento que corre em mim neste momento de enebriamento.

Este é o melhor que posso ser/querer,
O sentimento integral do agora,
Dos corpos unidos, dos olhares encontrados,
Da preguiça e da dificuldade de ser tão fácil.

Decidi te dar o agora,
A realidade do pavio que queima,
O vicio que consome e abstém.

Decidi te dar o presente.

terça-feira, 2 de junho de 2015

Permitir

Sempre acreditei nas esquinas,
Nos encontros e nos desencontros.
Nos cinzeiros cheios,
Em Sofia e Fernando.

Agora eis que me encontro na esquina,
Parado, mudo, sem saber como agir,
Já me perdi, mas ajo!
Sorrio, beijo e suo e falo.

Não quero jogar,
Também sou medo,
Mas jogar toda essa intensidade em você?,
Preciso apenas viver.

Um passo, uma gota, um sorriso por vez.
Eu grito e aviso, "vou desligar a razão!",
Sou terra, também sou Dionísio,
Sou amor a beira do precipício.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Sono?

Perdi meu sono esta noite,
Fitei bem seus olhos,
Esmaeci em seu sorriso,
E achei esse amor que é um açoite.

Fiquei perdido e cansado,
Não quis nem mais enxergar,
Não era mais insônia,
E sim a paixão que havia chegado.

Perdi meu sono esta noite,
Em devaneios juvenis,
Em uma felicidade surreal.

Não conhecia nada igual,
De arrepios febris,
A esse amor que é um açoite.




quinta-feira, 16 de abril de 2015

Precisei

Primeiro só o silêncio das fotografias imóveis,
Que se comunicava através da coincidência dos caminhos afáveis.

Escutava palavras que nem foram ditas,
Em cruzamentos onde o peito assumiu a carência, sobrando estranhos e suas vidas.

Depois houve tempo sem encontro,
Tempos em que cego te perdi, sem voz, só outono.

Quis e fiz te encontrar,
Precisei perguntar o óbvio para fazer o coração escutar.

Minutos em que o tempo fez-se vida,

Palavras em que o verbo fez-se amor.

terça-feira, 31 de março de 2015

Inventei dias de frio e preguiça.

Inventei dores,
Inventei até estar sem saída.

Aqueles olhos que me deram paz,
Eu também inventei.

Inventei este texto para me fazer sentir o que já não sinto.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Ecos

Quando o silêncio diz tudo
A porta bate
Os passo apenas vão