quinta-feira, 13 de março de 2014

Vez e Outra

O que acontece quando você deixa
De pensar em nós pra pensar a sós?
Eu espero que um dia você ainda veja
Antes que não reste nem a minha voz.

Os buracos no telhado são minhas estrelas,
A poeira no meu quarto são minhas memórias.
Esta noite eu bebi os canais de Veneza
E espero a amnésia sem nenhuma glória.

Eu parti, me dividi em dois, me conta como foi...
Conta os meus pedaços por ai, mas não pise nos meus cacos,
Diz pra todo mundo que o ‘meu bem’ vai ficar bem.

Que saudades que eu sinto do primeiro ‘oi’...
A cada passo que se dá se afrouxam os laços,

Quando eu percebi já estava aquém.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Se conseguir, prometo encher a cara de whisky escocês.

Porquê sofrer para ser feliz. Não compreendo. Não quero beber desta bebida amarga. E apesar de não ter culpa, os bons momentos, (acho que sendo culpa desta sociedade ocidental cristã), são sempre permeados pelo medo de que, tudo que é muito bom, tem de acabar. Nada mais de eternizar momentos. Até as fotos, que eram o registro eterno dos momentos, agora ficaram tão pequenas que ficam presos em aparelhos celular, e o armário dos álbuns de fotografia da família, agora é um depósito de papel velho.

Hoje em dia a medicina evoluiu tanto que podemos viver até mais de 80 anos tranquilamente. Um coroa de 40, agora é um pai "inteiraço". Mas não sinto que estamos realmente vivendo mais. Apenas nossas carcaças duram mais. Tudo tão rápido. Envelhecemos lentamente num mundo de tanta velocidade que não dá para ver nada. Chegamos no final sendo metades de bons momentos, sem uma história completa.

Não me conformo como opiniões formadas em 140 caracteres. Não me conformo com quem não possui livros. Se entro na casa de alguém e não vejo um livro sequer, nem mesmo uma auto ajuda, isso pra mim demonstra falha de caráter. Não se pode confiar em quem não lê. ( E em quem nunca tomou um bom trago).

Quero uma história. Momentos completos. Quero ver as coisas devagar. Talvez o problema seja das pessoas que não gostam de arte. Dever ser isso. Pois quem gosta de arte, vai à museus, e um museu é um lugar para você dedicar um dia, as vezes meses ou uma vida. É um prazer lento, cândido, passos curtos e respiração profunda. Cada um obra de arte um momento particular, um universo intenso e único, o corpo se abre e recebe intensamente aquela mensagem. Tempo suficiente para a arte penetrar seu corpo e marcá-lo eternamente. Quero viver a vida assim. Como um grande museu. Cada dia um obra de arte diferente, cada continente um museu.

Quero conquistar meus sonhos, mas para conseguir isso não quero parar de comer carne, transar, beber, largar o café,  chocolate. Queria conquistar meus sonhos e prometer tomar um bom whisky escocês.

domingo, 9 de junho de 2013

Oceanos Não Pacíficos

Seus olhos são como dois enormes oceanos. Sua pele meu continente.

Sinto que cada falha minha, cada pedaço de alma, espírito, ou qualquer uma dessas coisas que compõem nosso ser, são reparadas quando você está comigo.

Estar com você, compõe e regenera cada coisa em mim que eu não gosto. Você me faz sentir uma pessa melhor.

Seu corpo protege o meu, faz do seu corpo meu habitat. Suas mão é fogo que aquece. 
Desejo seus sorrisos, me derreto em seus abraços.

Você me completa. Se somos como diamantes que vão sendo lapidados, eu cheguei a perfeição ao seu lado. Você me faz um bem tão grande que eu só penso em como te fazer feliz de volta. Te dou o mundo, a lua, todas as estrelas. Te dou todo o meu amor, incondicionalmente.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Carta à (minha) Juventude

À Juventude.

Querida,
sinto-me cada vez mais preso em seus paradoxos, paradigmas, dúvidas, pensamentos. Ao mesmo que sinto meu peito exalar criatividade, vontade, energia, penso como, e nem sei ao certo, por que pensar tanto em tão tenra idade.

Viver tudo porque sou jovem e ainda possuo tanto tempo à viver; me esforçar como nunca pois sou jovem e a força e o siso ainda me fazem infante guerreiro.

Penso que as resposta não cabem ao jovem, ao coração prematuro, a pele sem ranhuras, ao corpo ainda sem cansaço. O coração pulsante quer saber porque bate, a pele limpa quer se sujar o máximo possível, todo dia se possível, o corpo que não cansa quer os limites, quer chegar ao incansável.

Não falo. Não envelheço. 

As dificuldades são inerentes aos verdadeiros espíritos juvenis. Como apreciar uma futura velhice, sem ter caminhado as tortuosas e metamórficas vias da dúvida de um ser jovem. Como um jovem, que aqui vos fala, sinto que algo ainda espetacular há de acontecer - a esperança ignóbil do prematuro? - ou a certeza de quem tudo vai dar certo - mesmo que não saibamos o que estamos fazendo.

Querida juventude, obrigado por agraciar meu corpo e minha mente com tantas dúvidas. Infelizmente há aqueles que nem sequer desfrutam tais dilemas, mas aqueles que os tentam resolver por envelhecer, não a idade pois isto seria impossível, mas a alma; àquelas que se cansam da dúvida e calam o peito envelhecendo-o, tornando-se rédeas de si mesmo.

Eu enfim agradeço, primeiro por viver uma juventude, segundo por me fazer não para de questionar. Viver, sem saber porque, mas saber que viver é a melhor resposta. Acumular, para na velhice, quando as dúvidas findarem, descansar um mar de sabedoria.

Não deixe nossos peitos se calarem na velhice.
Viva a alegria de amanhã ser ainda muito longe. 
Do entardecer ser o horizonte distante.

Não deixe que a vida faça por nós, e façamos nós, a nossa vida.
Obrigado,
um jovem.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Pensante

Exatamente entre o medo e a coragem.
Uma verdade, que mente.
Um broxa com tesão. (razão)

Entre a libertinagem e a caretice.
Entre a água e a vodka.
O papel e a pedra.

(H)Á tesoura?

Tão pequeno e ínfimo,
tão fugaz e vulgar,
um ser tão medíocre quanto minusculo neste universo em expansão, carregando perguntas demais, dúvidas demais e quase nenhuma resposta.

Pensar.

I
 M
    A
        G
            I
                N
                    A
                        R

Sem dúvida o maior fardo da existência.

domingo, 25 de novembro de 2012

Um Passeio

Se deliciando em cores feitas de dores.
Deitado em nuvens de fumaça.
Assim serão meus amores,
como uma boa e velha baforada.

Em um tapete voador,
Me embrulho em uma colcha de arte,
Vejo meus pés incolor,
Enquanto seguimos pra Marte.

Tire as luvas das minhas mãos,
Devolva o foco dos meus olhos,

- Por favor, uma coca gelada.



domingo, 15 de julho de 2012

Infantil, Ardil.


No frio. Tenso. Teso. Egoísta.

O diamante enfim se partiu.
As nuvens enfim se acinzentaram.

Sem desculpas. Sem mais erros.
Sem perdão no coração.

A soma das mágoas desaguam em um lavar mãos.
Você, enfim, deixou de ser o que era.

Abrir mão. Impossível amar.
Cansei, a última gota foi derramada.

E me arrependendo.
Das lágrimas, das desculpas, dos perdidos.

Incapaz de amar. Só ama a si mesmo.
Agora, eu não pretendo mais intervir nessa relação unilateral.

Sem palavras. Se quiser conquiste.
Porque começou a desaguar a indiferença.

O diamante não brilha mais sob meus olhos.