quinta-feira, 10 de maio de 2012

Um Fato

Me sinto tão feliz que me faltam as palavras.

Me sinto tão alegre que deixei a poesia pra viver.

Estou amando tanto que deixei a poesia do papel e das palavras pra viver a inspiração do amor na pele e coração.

O amor é a maior experiência que um homem pode experimetar na vida, a mais perigosa e a mais maravilhosa.

E eu estou dentro do maravilhoso mundo do amor.

Estou tão feliz que não faço mais poesias e sim uma confissão.

Eu amo!

terça-feira, 24 de abril de 2012

Manhã 24. Abr. 2012

Não deixei de sentir as borboletas
Tão pouco expulsei os calafrios da espinha,
O nervosismo da voz,
A arritmia do peito.

Mas sinto um enorme pesar,
Quando as borboletas voam e não brotam.
Ao ver minha espinha se curvar morna na espera,
Quando o coração volta à constante.

Naquela manhã lembrei da antiga conversa sobre ser um quase, não se trata de tristeza se bem recordo, mas tão pouco fala-se sobre picos de alegria. Pelo contrário, quase picos, a alegria é visível, perceptível, sensorial, é um real estado e em outra conversa na mesma manhã, descobri que quem vive a minha vida sou eu, assim como não posso viver por outra pessoa a vida dela. Eu amo. E quem ama, ama em conjunto, faz dois ser um. Porque se fosse unilateral não seria amar e sim gostar. E desse amor eu não duvido. 


segunda-feira, 16 de abril de 2012

O Que Eu Quero

Eu andei. 

Quando parei, minhas pernas formigaram.
O ar acabou, a pressão caiu, a tontura me abateu.

Ainda caminhei.

Apesar de tudo,
Dos boleros antigos,
Ainda farei sonhos,
Ainda desatarei a viver.

Quando dei por mim, já em prantos,
Percebi que amava.

O ar faltava,
O coração pulsava com força,
Agora não estava mais sozinho.

Caminhava de mãos dadas,
Respirava em comunhão,
Conversava em sintonia,
Em mútuo prazer.

Com você eu redescobri a paz.
E o que sabia de amor joguei fora.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

À Beira do Rio Thamisa

Olá.
Boa tarde.
Seja Bem vindo.

Boa Tarde.
Vim aqui me afogar...Mas não...não se preocupe.
Não vim de escafandro, tão pouco desejo salva-vidas.
Vim me afogar por inteiro.

Siga-me à beira do rio.
À margem direita, braços, afluentes, desejos e necessidades.
À margem esquerda, o canal principal, água turbulentas aos revezes com marasmos cálidos.
Não deseje afogar-se de contra vontade...

Entro aqui de cabeça e alma.
Vim aqui me afogar.
Nadarei pela sua margem direita, agarrarei em seu solo, irei contra a corrente se necessário, mas me afogarei em suas necessidades e desejos.
Cairei ao mais fundo de sua margem esquerda, como uma âncora em suas profundezas irei morar para sempre.

Bom, se assim é seu desejo.

É o que desejo. 
Respirar a última vez,
Permitir que pela última vez meus pulmões vivam sem as águas deste rio.





sexta-feira, 9 de março de 2012

Acordar

Naquela tarde,
No calor daquele quarto fechado,
No vapor que os corpos exalam,
No cheiro que o sexo emana,
Eu olhei nos seus olhos e vi a eternidade.

Nos corpos deitados,
Nos sonhos contados,
Queimei minha língua e navios,
Fiz do distante necessidade,
Do futuro uma vontade,
Do presente um anseio.

Nos teus olhos minha paz,
No teu ventre minha casa.

Teu quarto meu refúgio,
Tua cama minha toca.

Enfim quando acordei, não foi sonho.
Você estava ali,
Olhos, bocas, ventre, dedos, corpo,
Amor, voz, sonhos, presente e futuro.

Enfim quando acordei,
Eu disse te amo.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Crente

Não compreendi a distância como dor.

Me amarrei às raízes das declarações sinceras,
Após o coito apaixonado.

Na nova separação,
A distância me deixou com medo.

Me vi sozinho com meus fantasmas,
Assombrado pela insegurança.

A distância não me fez desistir,
Ela me fez voltar a acreditar no amor.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Ausência

Já não tenho medo das saudades.

Já até assimilei a distância, vislumbrando futuros encontros.

Mas o que os olhos não vêem, o coração não sente, mas a mente dilacera.

E nos dias em que não te toco, não sinto paz em meu coração.